CULTIVO DE FLORESTAS TAMBÉM É RESPONSABILIDADE SOCIAL
Prestes a ser mostrado para o mundo, está o Know-how brasileiro no cultivo de florestas, por meio da FAO, órgão das Nações Unidas voltado para as questões de alimentação e agricultura.
A mobilização que envolve a indústria brasileira de base florestal – celulose e papel, madeira serrada, móveis, siderurgia – mostrará seu impacto também no quesito responsabilidade social.
Criado um comitê consultivo no âmbito do Departamento de Florestas da FAO, integrado por representantes dos segmentos empresariais de base florestal, está em elaboração o Código de Boas Práticas para Florestas Plantadas, documento que trará as diretrizes sobre como a indústria poderá conciliar o uso econômico das florestas com o desenvolvimento das comunidades no entorno das áreas cultivadas, sem danos ao meio ambiente.
Organizações ambientalistas como o WWF e sindicatos participarão das reuniões para rascunhar aquele que será um “Código de conduta” para o setor em todo o mundo. O objetivo é que esse código seja adotado não só pela indústria de base florestal, mas que sirva de modelo para a adoção de políticas públicas. Mostrar ao resto do mundo que o Brasil está engajado na luta contra o desmatamento ilegal, é um dos pontos focais do documento. Itens como a certificação florestal, a questão das mudanças climáticas e a redução da pobreza por meio das florestas, serão outros temas-chave.
Concluído, o código será encaminhado para a ONU e depois aos países membros, que poderão adotá-lo em caráter voluntário.
Dados do Programa Nacional de Florestas (PNF) do governo federal apontam para um aumento da área de plantios fomentados no ano passado. Dos 465 mil hectares destinados ao plantio de florestas no País inteiro, 85 mil hectares originaram-se de programas de fomento, coordenados por empresas e outras instituições, geralmente em pequenas e médias propriedades.
Com o Protocolo de Kyoto em vigor, outra alternativa para a geração de recursos a partir de florestas é a negociação de créditos de carbono no mercado internacional. Em 1997, no Estado de Minas Gerais, o Grupo Plantar, que atua nas áreas de reflorestamento e siderurgia, foi um dos pioneiros na elaboração de projetos de crédito de carbono a partir de áreas reflorestadas, aproveitou o trabalho de reflorestamento – desenvolvido desde 1967 – e desenhou um projeto de 28 anos junto ao Prototype Carbon Fund, do Banco Mundial, para a compra dos certificados de emissão reduzida.
Agora, a empresa acerta a documentação do projeto para encaminhá-la ao Comitê Executivo das Nações Unidas, com vistas a oferecer os certificados no mercado internacional, podendo conseguir até U$ 10 por tonelada de CO2.
Fonte: As informações e dados estatísticos relatados foram extraídos da mídia impressa e eletrônica em geral.
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